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terça-feira, 30 de julho de 2013

Projeto "Os Papa-léguas"

O projeto "Os Papa-léguas", um projeto de promoção da leitura, foi pensado para envolver mais os pais/família na vida escolar dos seus educandos de todo o Agrupamento.

Foram vários os envolvidos como poderão testemunhar através do site do projeto:



domingo, 2 de dezembro de 2012

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS PARA MIÚDOS E GRAÚDOS: LER MAIS PARA DORMIR MELHOR


No passado dia 23 de novembro, pelas 21:00 horas, pais, encarregados de educação e filhos deslocaram-se ao Centro Escolar de Assentis e Chancelaria para visitar a FEIRA DO LIVRO que está a decorrer na Biblioteca Escolar.
 
Ainda vieram para assistir à sessão de Helena Pires, técnica da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes de Torres Novas, intitulada "A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS PARA MIÚDOS E GRAÚDOS: LER MAIS PARA DORMIR MELHOR". 
 
Os pais foram envolvidos numa reflexão conjunta sobre a arte de contar histórias.
 
E as crianças, essas foram seduzidas a ouvir histórias antes de adormecer.
 
Foi uma noite bem passada com muitas histórias e muita leitura.
 
 







domingo, 10 de junho de 2012

TROCAS LIVROKAS



A iniciativa Trocas Livrokas, promovida pelo Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE) do município de Torres Novas e as Bibliotecas Escolares de todos os agrupamentos do Concelho, decorreu no dia 6 de junho, no Jardim das Rosas junto à Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes. Esta iniciativa obteve um enorme êxito junto dos alunos e professores que estiveram presentes.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro

Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: "Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…"
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.

Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.

Francisco Hinojosa

(trad. Maria Carlos Loureiro)